As buscas e pesquisas para o diagnóstico precoce do Alzheimer vem sendo aprimoradas a cada dia que passa. Resultado disso é um novo exame que pretende descobrir a doença mais cedo apenas fazendo com que os pacientes possam memorizar e repetir os caminhos de até um quilômetro no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Porém, para isso não é preciso sair do lugar.

O método que recebe o nome de Soivet (Teste de Orientação Espacial em Ambiente Virtual Imersivo, em inglês) nada mais é do que o resultado de uma pesquisa de doutorado da Faculdade de Medicina da USP que faz uso da realidade virtual para simular os ambientes que foram percorridos.

O principal objetivo é analisar em que pé está a capacidade do paciente de se localizar e encontrar os caminhos, visto que a desorientação espacial é um indício de que o sistema cognitivo está com um leve comprometimento, que está entre os primeiros sintomas do Alzheimer.

Vale lembrar que quanto mais cedo o Alzheimer for descoberto, maiores são as chances de tratar os sintomas da forma correta e retardar a evolução da doença. Em sua primeira caminhada, uma instrutora virtual acompanha o paciente, já na segunda vez a pessoa deve refazer o trajeto por si própria, na última etapa, o mesmo deve encontrar o caminho para sair de um labirinto.

Até o momento, a técnica foi aplicada apenas em pessoas saudáveis entre 18 e 55 anos de idade. Já na próxima etapa de testes, os idosos saudáveis poderão participar, até a chegada da etapa final que é a aplicação aos idosos com Alzheimer.

O Soivet terá sua efetividade testada neste ano. Caso seja efetivo, existe a possibilidade de divulgar o programa por meio de um aplicativo que pode ser baixado por neurologistas.