Gerontóloga pela Universidade de São Paulo, Mestrado e Doutorado em Cognição, pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenadora de pesquisa de campo e de oficinas da Universidade Aberta da Terceira Idade da USP, no período de 2010-2012, cargo Trainee. Realiza atividades no SESC desde 2007, experiência nas unidades da capital, litoral e interior de São Paulo e do SESC Curitiba-PR (SESC Esquina). Gerontóloga da Casa de Repouso Residencial em família.

O “novo idoso”, como os especialistas em Envelhecimento chamam quem pertence a essa geração atual, quer conversar com alguém capaz de entender o significado do envelhecimento e da velhice, adicionalmente quer ter uma maior rede social e atividades ocupacionais para manter-se ativo e autônomo por mais tempo, que não sejam limitadas ao convívio em família. Vivemos uma geração que busca mudar sua vida na terceira idade, entendendo seus direitos e exercendo sua cidadania. Com este objetivo, propõe-se realizar um encontro reflexivo e interativo que trabalhem Autonomia, Direitos e Cidadania, para possibilitar um processo de ressignificação do atual período da vida e empoderamento. Uma vez em que no contexto em que vivemos, muito embora as leis aprovadas signifiquem avanços nas políticas sociais de inclusão da pessoa idosa e ao atendimento às suas necessidades, não há direitos sem que haja cidadãos para reivindicá-los.

“Sabendo-se que o novo idoso chega aos 60 com expectativa de viver por pelo menos mais um terço da vida, é importante destacar que a terceira idade é a etapa mais longa da vida do ser humano, pois ficamos nesta faixa etária normalmente dos sessenta aos oitenta, noventa a cento e poucos anos – os indivíduos desejam fazê-la de modo alegre, com autonomia, de modo ativo e com protagonismo. A população idosa tem urgência de “reinventar sua própria história”, ou seja, pensam em “novos projetos de vida”, em novos significados para sua existência.

Como cidadãos durante o processo de envelhecimento e a etapa da velhice, devemos sempre incentivas pessoas próximas, como familiares, amigos, a terem novos projetos de vida após os 60 anos de idade, para assim manterem sua autonomia e independência por mais tempo, mantendo-se ativo na sociedade.

Por: Thais Bento Lima da Silva