No caso da pessoa idosa, quanto maior o nível de dependência menor é a sua capacidade de dizer suas necessidades. Em determinados momentos os sentidos da pessoa idosa tornam-se ainda mais deficientes em conseqüência de aparelho auditivo funcionando mal, próteses dentárias mal ajustadas, óculos inadequados, entre outros. É evidente que nestes momentos a atenção deverá ser muito maior para melhor compreender seus desejos. Esta compreensão ajudará o cuidador a melhorar o seu relacionamento com o idoso.

A comunicação não é só verbal, ou seja, a comunicação é feita não somente através de palavras, sejam elas faladas ou escritas. Muitas vezes a comunicação não verbal pode ser mais significativa e confiável para conhecermos os desejos dos idosos como, por exemplo, o olhar e o toque. Por outro lado, existem algumas situações que podem prejudicar a comunicação e que devem ser evitadas ou para as quais devem-se buscar soluções para diminuir o seu efeito. É o que ocorre, por exemplo, quando muitas pessoas conversam ao mesmo tempo, em um ambiente com muito ruído de qualquer origem ou, ainda, o fato de ser fazer exigências quando as pessoas estão muito cansadas física ou mentalmente.

                Algumas recomendações para uma boa comunicação

  • Para boa comunicação é importante atentar para as recomendações seguintes:
  • Utilizar sempre frases simples, claras e afirmativas;
  • Conhecer o vocabulário utilizado pelo idoso;
  • Evitar fazer discursos ou ficar falando sozinho durante muito tempo;
  • Falar sem gritar, de maneira pausada e calma, sem ser muito lento;
  • Ouvir o idoso com paciência, respeitando seu ritmo de resposta;
  • Falar de frente de forma que o idoso possa ler seus lábios;
  • Evitar comunicar-se em ambientes barulhentos;
  • Respeitar o idoso com suas características pessoais;
  • Valorizar a experiência do idoso;
  • Ser amável, paciente e atencioso;
  • Permitir que o idoso participe do diálogo e das decisões tomadas em casa;
  • Evitar expressões do tipo “deve”, “não deve”, porque reflete um relacionamento autoritário;
  • Evitar expressões “vô”, “ vó”, “vozinha” etc…., que despersonalizam e inferiorizam o idoso, procurando chamá-lo pelo nome;
  • Não infantilizar o idoso.
  • Ser criativo para fazer o necessário nas condições possíveis;
  • Ter clareza e sinceridade com atitudes essenciais no relacionamento com o idoso e sua família.

Fonte: ELISANDRA VILLELA GASPARETTO SÉ – Fonoaudióloga, Mestre em Gerontologia.