O autocuidado é um propósito para um novo modo de envelhecer, revelando que as pessoas que envelhecem procuram se cuidar, por pretender viver mais tempo, mesmo tendo a morte como horizonte inexorável. Neste sentindo atua-se com intuito de promover a longevidade humana, tendo como princípio a estimulação para melhoria de sua condição de vida e preservação da saúde. Essa abordagem de promoção da saúde é um modelo fundamental para estudar o modo como os indivíduos idosos tomam as decisões sobre o cuidado de sua própria saúde dentro do contexto Gerontológico, pois diversos estudos demonstram o adoecimento crônico dessa população, inclusive a prevalência da hipertensão arterial e outras doenças vasculares e sistêmicas.

O autocuidado é uma forma de comportamento individual relacionado à saúde. Assim, as atividades de promoção ligam-se à combinação de experiências cognitivas, crenças, hábitos e práticas que caracterizam o modo de vida do grupo e a cultura à qual o indivíduo pertence, enquanto o desempenho de tais atividades envolve necessariamente uma decisão, uma escolha. A decisão e a escolha devem ser incorporadas de modo ativo, ao invés de passivo, tornando-se a pessoa também responsável pela sua saúde, e não apenas as políticas públicas de saúde. Contudo, não apenas os fatores internos ao indivíduo, mas também o contexto em que ele vive, interfere no seu conhecimento ou habilidade de refletir, julgar e decidir, influenciando na sua capacidade de adotar uma postura favorável ao autocuidado.

O autocuidado contribui para que a pessoa idosa melhore o seu convívio familiar e social, ampliando sua autonomia e autoestima com vistas ao envelhecer saudável. Ele cria condições favoráveis que facilitam e incentivam a diminuição da dependência na relação profissional-cliente-família e a prevenção de sequelas negativas.

FONTE: Thaís Bento Lima da Silva.

Gerintóloga da Casa de Repouso Residencial em Famíla

Mestre em Neurologia – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.