Com o envelhecimento saudável alguns subsistemas de memória sofrem maiores declínios que outros, assim como já é demonstrado na literatura. Os subsistemas de memória para gravação de fatos recentes e a memória para raciocínio são os mais atingidos com o processo de envelhecimento não patológico.

Entretanto, a manutenção do funcionamento da memória preservado se faz importante para a promoção da independência e autonomia do idoso, assim como para um envelhecimento saudável.

Acredita-se também que as estratégias de memória possam auxiliar na organização dos materiais a serem armazenados, e ainda poderiam servir como mediadores para o processamento eficiente das informações.

Subdivididas entre internas e externas, as estratégias de memória podem ser ferramentas para estimular as possibilidades de se compensar déficits associados ao processo de envelhecimento.

Alguns pesquisadores salientam que não existem fórmulas mágicas para aumentar o nível de desempenho de memória na velhice, mas ganhos objetivos no desempenho de memória são observados após participação em programas de treino que estimulam o aprendizado de estratégias e a otimização da memorização.

Neste contexto objetiva-se realizar uma oficina de treino de memória, para estimular algumas habilidades, como atenção, memorização, discussão sobre crenças negativas e positivas de memória e utilização de estratégias de memorização (categorização de itens, criação de imagens mentais, repetição da informação e associações verbais). E descrever de modo breve como fatores como estilo de vida interferem no desempenho de memória.

Fonte: Mayara Regina Xavier Martins