Dados de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) no ano de 2016, revela que a osteoporose afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, o que é um número bastante preocupante.

A doença, que é considerada “silenciosa” visto que só aparece após uma fratura muito grave, trata-se de uma fragilidade na microarquitetura do osso, o que causa a perda de densidade óssea. Muitas pessoas nem mesmo sabem que sofrem da mesma e só descobrem quando começam a sentir dores muito fortes e frequentes.

Conhecida como uma doença dos idosos, a osteoporose se desenvolve desde a juventude, mas é geralmente quando o indivíduo atinge os 50 anos que ela se manifesta. Isso ocorre porque o cálcio que nós temos nos alimenta até os 20 anos mais ou menos, depois disso há uma perda natural, que pode ser reposta por meio do leite, seja ele materno ou de vaca. Entretanto, não é só de cálcio que os ossos vivem, é preciso balanceá-lo com a vitamina D, provinda dos raios solares.

Os fatores de risco para desenvolver da doença variam de acordo com o perfil de cada um. Nas mulheres brasileiras, por exemplo, 30% sofrem de osteoporose no período pós-menopausa. Pessoas que tenham a doença no histórico familiar, ou que levem uma vida muito sedentária, ou sofram de deficiência hormonal ou baixo peso também se encontram no grupo de risco.

Para reduzir os riscos, devem ser tomadas algumas medidas importantes como a alimentação rica em cálcio, prática de atividades físicas e um aporte adequado de Vitamina D. Porém, vale salientar que existem pessoas que, mesmo com todos esses cuidados, irá desenvolver a doença, pois trata-se de uma herança genética. Mas, graças ao avanço crescente da medicina, hoje em dia existem muitos tratamentos eficazes. Por isso procure um endocrinologista e se informe.