MATURIDADE

Foi-se o tempo da mocidade…

Vejo a mim mesma: teria a criatura

se tornado uma reles caricatura,

ao atingir a plena maturidade?

 

Devo apenas viver de saudade

prantear só tristeza e amargura,

manter de um alquebrado a postura,

vivendo ao largo, longe da humanidade?

 

Recuso-me a este enredo pertencer!

Na história da minha vida errante

este será o capítulo mais vibrante.

 

Quero ainda crer, proclamar vitórias

ser amada e viver muitas glórias,

na sabedoria que o tempo me conceder.

(Giulia Dummont)